Participei, hoje, da última aula do curso sobre Contação de Histórias, que havia iniciado no dia 17/10/09, com a Professora Vivian Catenacci, no qual algumas informações sobre as modalidades de trabalho com o texto e a participação do professor foram apresentadas, que me parece ser interessante citar aqui.
A primeira delas é a diferença entre as diferentes modalidades a serem escolhidas pelo professor: "Leitura em Voz Alta", "Transmissão Vocal da História", "Mediação da História" e "Contação da História".
Na leitura em voz alta, simplesmente, segue-se a leitura do texto em voz alta. Não se deixa o livro à mostra para o ouvinte e não se interpreta os personagens.
Na transmissão vocal da história o texto precisa ser decorado na sua íntegra, pois a apresentação é feita com a preocupação de reproduzir fielmente a estrutura linguística selecionada pelo autor ou autora da história.
Já na mediação do texto pode-se fazer a leitura da história, segurando o livro aberto à mostra, para que o público possa ver não só as imagens como também as palavras impressas. Neste tipo de leitura, é necessário seguir o texto, pois o ouvinte está acompanhando o texto, conforme você vira as páginas do livro.
A contação de histórias é uma modalidade mais livre, mais artística, que requer do professor maior treino e criatividade do que as modalidades anteriores. É uma adaptação da história escrita. Deve ser vista como uma brincadeira, um momento prazeroso tanto para quem conta quanto para quem ouve a história. Nunca se deve falar o nome da história ou mostrar o livro como referência antes de contá-la, para que a criança possa ir criando imagens mentais da história. Aqui, o recurso dos gestos, do olhar, da voz e os movimentos do corpo são imprescindíveis para garantir a atenção do ouvinte e conduzi-lo para o mundo encantado da história.
A segunda informação interessante apresentada no curso diz respeito às dicas para os professores selecionarem a história que vai ser apresentada às crianças e em como se preparar para realizar o trabalho.
Em qualquer uma das modalidades apresentadas, o professor precisa ler a história, conhecê-la bem, antes de se aventurar no trabalho com o texto e para selecioná-la deve pensar na capacidade de concentração das crianças, na faixa etária, nas suas próprias condições pessoais para realizar o trabalho e nos interesses das crianças.
Caso o professor escolha se aventurar na contação de histórias, depois de selecioná-la, deve se deter no estudo da estrutura do texto (o que não pode ser mudado), dos personagens, do cenário, dos elementos que mobilizam a história, na problemática (o conflito), na busca da solução (o ápice) e no desfecho. Por fim, preparar os enfeites das imagens de cada parte da estrutura da história e mergulhar em suas próprias imagens mentais da história.
O professor deve começar com histórias curtas, de estruturas mais simples e no momento da contação da história, perceber os ouvintes, brincar com eles e envolver o ouvinte, pois contar histórias é um processo de criação de cumplicidade e de prazer.


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