sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ENCERRAMENTO DO CONGRESSO



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A palestra de encerramento foi "Mudanças na educação: o tradicional e o novo", retomando o tema central do Congresso, com o Professor Gabriel Perissé.
Eu já havia tido oportunidade de assitir, em outras ocasiões, a palestras deste professor e com certeza ele continua cada vez melhor, tanto no carisma e na forma descontraída de fazer a sua apresentação quanto nas idéias e reflexões que traz para os participantes.
A idéia que me marcou mais e que me levou a repensar estes aspectos é a imagem da criança no pensamento de NIETZSCHE, em relação às três metamorfoses do espírito, conforme citação:
"Vou dizer-vos as três metamorfoses do espírito: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança."
Vamos pensar. O que a criança representa?
Idéia de possibilidades de transformação, de mudança, de capacidade, de aprendizagem, de criatividade, de descobertas, de evolução. Também conhecimento, cultura, tradição e continuidade.
Assim, se relacionarmos a idéia de educação com a idéia de criança teremos todas as respostas que precisamos e não será mais necessário catalogar metodologias ou concepções pedagógicas, pois temos, ali bem a nossa frente o indicador presente do que a educação deve ser: CRIANÇA.

DISTURBIOS DE ATENÇÃO E DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM









Neste último dia de Congresso, a palestra da manhã foi sobre as dificuldades de aprendizagem e quem abrilhantou a palestra foi a Psicopedagoga Nádia Aparecida Bossa.
Ela falou sobre o funcionamento do cérebro, sobre os tipos de atenção e distúrbios e deu algumas dicas de atuação do professor para estimular e ativar as funções do cérebro no processo de aprendizagem.
Vale a pena visitar o site indicado por ela:
http://www.psicopedagogianet.com.br/


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CONEXÃO ENTRE TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

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Esta foi uma das melhores palestras que tive a oportunidade de participar sobre o tema.
A palestrante Mary Grace Martins nos brindou com uma explanação clara, objetiva e repleta de conceitos e idéias interessantes que suscitaram aos congressistas reflexões positivas sobre a questão.
Falando das possibilidades da aplicação da tecnologia na educação, não deixou de lado a realidade a que cada escola e educador estão submetidos, ofertando opções de idéias de trabalho e de formação para o profissional da educação.
Sites indicados por ela:
http://www.educarede.org.br/
www.microsoft.com/brasil/educacao
http://www.vivenciapedagogica.com.br/
http://www.conteudoseducacionais.com.br/
www.educared.net/canalpromeninonobrasil

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A SAÚDE DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO

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"É possível manter a saúde física e mental mesmo sendo profissional de educação" foi a tema da palestra que participei, no segundo dia do Congresso.
A minha expectativa em relação ao enfoque que as palestrantes iriam dar ao tema não foi contemplada. Em primeiro lugar, não ficou claro se era uma pergunta ou uma afirmação. Pelo que consegui apreender das falas das duas palestrantes é impossível para o educador manter-se saudável e mesmo aqueles que acham estar saudáveis estão doentes em virtude das condições de trabalhado que vivenciam.
Para mim, quando se fala em saúde, não importa de qual profissional se esteja falando, deve-se ampliar a discussão para a questão de prevenção, da atitude de vida ao invés de simplesmente permanecer na questão das condições de trabalho.
É indiscutível que as condições de trabalho de qualquer trabalhador afeta a sua saúde e que elas precisam ser refletidas, discutidas e melhoradas, mas atribuir a este aspecto toda a culpa pelos problemas de saúde que a pessoa venha a ter é não encaminhar a discussão de forma responsável.
É preciso analisar o ser humano como um todo. O trabalho é apenas um dos aspectos da vida de cada um de nós. As pessoas precisam se dedicar mais a analisar sua atitude em relação à vida.
Vivemos num mundo em que o consumismo está consumindo os valores humanos, deturpando o discernimento e estabelecendo prioridades de vida que precisam ser reavaliadas.
Exigir condições dignas de trabalho é direito de todo trabalhador.
Lutar contra este sistema econômico-social, muitas vezes catalogado como "perverso", é fundamental.
Contudo é dever de cada um de nós refletir se não estamos alimentando este sistema, valorizando e priorizando o consumo desenfreado, a idéia do levar vantagem em qualquer situação, de achar um culpado pelas nossas mazelas ao invés de assumirmos a responsabilidade por nós mesmos, pela nossa vida e pelas escolhas que fazemos, em detrimento a valores como a ética, a honestidade, o respeito e a responsabilidade consigo mesmo e com a sociedade em que vivemos.
Quando as discussões se encaminharem para este campo de reflexão, acredito que conseguiremos encontrar caminhos mais apropriados para preservarmos nossa saúde física, mental, emocional e, porque não dizermos, também a espiritual.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

EDUCADOR: PROTAGONISTA OU COADJUVANTE NO PROCESSO EDUCATIVO?

Boa Noite

Hoje, nos grupos de interesse do Congresso, participei da palestra cujo título aparece acima que acabou gerando uma certa polêmica nas discussões com os congressistas, que ao meu ver não entenderam bem as colocações de alguns palestrantes.
Acredito ser importante o educador pensar nesta questão, pois quando analisamos a prática verificamos que passamos de protagonista para coadjuvante dependendo da situação que estamos vivenciando.
Se estivermos falando de um Projeto a ser realizado na escola, e entendermos projeto como um trabalho coletivo, claramente nos posicionamos como coadjuvantes, pois estamos em sintonia com o todo e nesta sintonia não há protagonistas.
Contudo somos protagonistas da nossa atuação profissional, da nossa formação e das nossas escolhas na busca das melhores estratégias para atingirmos o objetivo principal do nosso trabalho que é o desenvolvimento educacional das nossas crianças.
Pensando desta forma, o que precisamos realmente é aprender a identificar quando devemos ser protagonistas e quando devemos ser coadjuvantes e se estivermos conscientes que desempenhamos os dois papéis na realização do trabalho escolar, poderemos assumir melhor nossas responsabilidades e atuar de forma mais adequada, contribuindo para um resultado de maior qualidade e eficiência.

Obrigado

ÉTICA



 









No painel de abertura do Congresso, o Professor Clóvis de Barros Filho fez uma palestra sobre ética, abordando o tema por um prisma diferente daquele que seria o esperado. Extremamente cativante na maneira de explanar suas idéias, levantou a questão da particularidade das situações e dos acordos firmados entre as pessoas envolvidas, lembrando que a ética deve estar focada na honestidade das pessoas ao assumirem compromissos, respeitando os acordos elaborados.
Para cada acordo uma ética. É uma forma bastante interessante de pensar o certo e o errado, pois quem pode definir o certo e o errado são os protagonistas da história, não cabendo ao expectador julgamentos ou sentenças favoráveis ou não em relação à atuação desses protagonistas.
Vale a pena fazer uma visita ao site abaixo e se familiarizar mais com estas idéias e com o trabalho dele.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO: O TRADICIONAL E O NOVO

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Este é o título do Congresso, organizado pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo - SINPEEM do qual sou filiada, que participarei a partir de amanhã até sexta-feira.
Serão quatro dias de imersão em palestras sobre a educação tendo como pano de fundo este tema. Participar de um Congresso para um profissional de qualquer área é uma rica oportunidade de, abarcando informações, refletir sobre a sua prática e melhorar a qualidade do seu desempenho.
Ao entrar em contato com o tema do Congresso, comecei a pensar na divisão estabelecida, pelos profissionais da educação, a estes dois aspectos "tradicional" e "novo" e fiquei a imaginar o porquê da necesssidade de, frequentemente, separá-los em dois grupos antagônicos. Será que, na prática, já não se evidenciou que estes dois aspectos caminham e devem caminhar juntos? Será que ainda existe a crença que as estratégias de ensino-aprendizagem precisam ser catalogadas em determinadas correntes pedagógicas para surtirem algum resultado positivo? Será que não seria uma boa mudança se pudéssemos unir estes dois aspectos e aproveitar o que cada um deles tem de positivo para melhorarmos a qualidade do nosso trabalho?
Não sei como este tema será conduzido no Congresso, mas espero que o rumo siga em direção a criar um elo entre o "tradicional" e o "novo".

Blogs

sábado, 24 de outubro de 2009

O PROFESSOR CONTADOR E ENCANTADOR

upload imagens

Participei, hoje, da última aula do curso sobre Contação de Histórias, que havia iniciado no dia 17/10/09, com a Professora Vivian Catenacci, no qual algumas informações sobre as modalidades de trabalho com o texto e a participação do professor foram apresentadas, que me parece ser interessante citar aqui.
A primeira delas é a diferença entre as diferentes modalidades a serem escolhidas pelo professor: "Leitura em Voz Alta", "Transmissão Vocal da História", "Mediação da História" e "Contação da História".
Na leitura em voz alta, simplesmente, segue-se a leitura do texto em voz alta. Não se deixa o livro à mostra para o ouvinte e não se interpreta os personagens.
Na transmissão vocal da história o texto precisa ser decorado na sua íntegra, pois a apresentação é feita com a preocupação de reproduzir fielmente a estrutura linguística selecionada pelo autor ou autora da história.
Já na mediação do texto pode-se fazer a leitura da história, segurando o livro aberto à mostra, para que o público possa ver não só as imagens como também as palavras impressas. Neste tipo de leitura, é necessário seguir o texto, pois o ouvinte está acompanhando o texto, conforme você vira as páginas do livro.
A contação de histórias é uma modalidade mais livre, mais artística, que requer do professor maior treino e criatividade do que as modalidades anteriores. É uma adaptação da história escrita. Deve ser vista como uma brincadeira, um momento prazeroso tanto para quem conta quanto para quem ouve a história. Nunca se deve falar o nome da história  ou mostrar o livro como referência antes de contá-la, para que a criança possa ir criando imagens mentais da história. Aqui, o recurso dos gestos, do olhar, da voz e os movimentos do corpo são imprescindíveis para garantir a atenção do ouvinte e conduzi-lo para o mundo encantado da história.
A segunda informação interessante apresentada no curso diz respeito às dicas para os professores selecionarem a história que vai ser apresentada às crianças e em como se preparar para realizar o trabalho.
Em qualquer uma das modalidades apresentadas, o professor precisa ler a história, conhecê-la bem, antes de se aventurar no trabalho com o texto e para selecioná-la deve pensar na capacidade de concentração das crianças, na faixa etária, nas suas próprias condições pessoais para realizar o trabalho e nos interesses das crianças.
Caso o professor escolha se aventurar na contação de histórias, depois de selecioná-la, deve se deter no estudo da estrutura do texto (o que não pode ser mudado), dos personagens, do cenário, dos elementos que mobilizam a história, na problemática (o conflito), na busca da solução (o ápice) e no desfecho. Por fim, preparar os enfeites das imagens de cada parte da estrutura da história e mergulhar em suas próprias imagens mentais da história.
O professor deve começar com histórias curtas, de estruturas mais simples e no momento da contação da história, perceber os ouvintes, brincar com eles e envolver o ouvinte, pois contar histórias é  um processo de criação de cumplicidade e de prazer.

textos grandes

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS


Participarei amanhã de um curso cujo tema central é a Contação de Histórias.
Por curiosidade, hoje comecei a pesquisar o assunto na Internet e já encontrei dados interessantes sobre o assunto. Espero que após o curso eu possa acrescentar mais sobre o tema.
Por enquanto seguem dicas de:

A) Sites sobre o estudo do tema:
http://200.18.6.3/aaesc/comunicacoes/magda_leticia_bezerra_mendonca.pdf
http://aeducadora.blogspot.com/2009/03/dicas-para-futuros-contadores-de.html
http://baudesurpresasraiodesol.blogspot.com/2009/09/construindo-o-saber.html
http://www.encantaconto.com.br/imprensa.php

B) Sites sobre Projetos com Contação de Histórias:
http://www.semebrusque.com.br/downloads/2007/contacao_historia_thebe.doc
http://br.geocities.com/projetos_ivolandia/index_Page364.htm

C) Blog específico de Contação de Histórias:
http://contacaodehistoriasnaescola.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

VÍDEO E FOTO



Esta é apenas uma possibilidade do trabalho com vídeo e foto.
Podemos explorar estes recursos para atingirmos outros diferentes objetivos no caminho da construção do conhecimento.




domingo, 4 de outubro de 2009

A IMAGEM E A EDUCAÇÃO INFANTIL



Todos os estudos referentes ao trabalho com a imagem demostram o quanto é imprescindível abordar as diversas formas de expressão artística das artes visuais.
Encontrei no site http://www.alb.com.br/cole06/semin/013_eduinfantil.asp, referências que acredito ser interessante reproduzir, aqui, como porta de entrada para uma reflexão mais profunda do tema.
São apenas alguns trechos da sinopse do V Seminário “Linguagens em Educação Infantil” - Abaixo as armadilhas: pelo direito à leitura e ao lúdico para todas as crianças coordenado por Ana Lúcia Goulart de Faria (GEPEDISC - FE-UNICAMP). Quem quiser fazer a leitura completa é só acessar o site indicado.
Segue para leitura:

"Machado de Assis já tinha feito referência (dito por “uma criança” In Uns braços, 1885) à “linguagem sem palavras que todos trazemos conosco”. Nosso seminário aqui no Cole tem sempre priorizado a reflexão destas linguagens sem palavras, também machadianamente já que “o menino é o pai do homem” (Memórias Póstumas de Braz Cubas, 1881). Os livros ilustrados, a iconografia, as imagens, a fotografia interessam a tanta gente e não apenas às crianças que ainda não lêem nem escrevem com as letras. Assim como o lúdico é uma dimensão humana e não apenas infantil..."

"No Seminário “linguagens na educação infantil” onde sempre damos ênfase às crianças que freqüentam a primeira etapa da educação básica em creches e pré-escolas, nesta sua quinta edição, estaremos de olho na criança de 6 anos,vigilantes para que não caia em armadilhas e não abra mão do seu direito ao lúdico, à arte, ao prazer da leitura e da escrita sem e com as letras. Para isso, nosso seminário este ano vai trazer contribuições nestas áreas para a formação docente da pequena infância..."

"A pergunta deste ano será: qual é o saber profissional que deve ser agregado à atual formação das professoras de criança de 0-10 anos? Com uma densa formação teórica capaz de dar conta de uma profícua reflexão sobre a prática propomos neste Cole agregar com Roberto Frabetti a discussão da nossa teatralidade, a construção do alfabeto teatral das professoras e, sem dar aulas, levar as crianças desde bem pequenas a manifestar a sua garatuja teatral, sua corporalidade estética em movimento..."

"Porque, de fato,se as palavras são as coisas, com a linguagem das coisas também se podem fazer metáforas. A metáfora permite, justamente, viajar no espaço e no tempo por analogias sensíveis.Minha poesia visual é feita de correspondências que dão como resultado a surpresa da imagem ou do objeto - Joan Brossa, catalão,1950..."

"Os professores e as professoras de todos os níveis de ensino e de educação estão comprometidos com o conhecimento. Assim as docentes (com, ou ainda sem diploma) que atuam nas creches e pré-escolas encontram no COLE momento de estudo e reflexão sobre sua prática pedagógica e a construção/re-construção de conhecimento.O nosso seminário “Linguagens na educação infantil” tem priorizado estudos não convencionais das inúmeras manifestações infantis para além das manifestações gráficas bidimensionais em mesa-cadeira, com lápis-papel tão difundidas no meio escolar. Para quebrar as armadilhas que nos colocaram para enfrentar o falso dilema de alfabetizar ou não na educação infantil, primeira etapa da educação básica, e se a criança de 6 anos ganha ou perde se está na primeira série, nosso V seminário, festejando a vitória do movimento social e a aprovação da inclusão das crianças de 0 a 3 anos no Fundeb, sem antagonizar a cultura lúdica e as culturas da escrita na formação docente, vai discutir a produção das culturas infantis e as condições de produção colocadas pelas docentes a disposição das crianças que freqüentam creches e pré-escolas. Desejável se torna portanto, destacar o uso de material sonoro, fotográfico, digital, oral, verbal, gestual, corporal, matérico e as “garatujas teatrais”, alem do usual material gráfico (que no entanto, serão bem-vindas as recentes novidades do momento).Assim, escapando das armadilhas e mirando uma pedagogia da infância de 0 a 10 anos de idade, dar-se-á oportunidade para responder as duas perguntas feitas no final do último e do penúltimo COLE pelo nosso seminário em relação as diversas formas de comunicação e de expressão infantis: o que nós docentes aprendemos com as crianças hoje? Como e com o que as crianças mais se divertiram?"