sexta-feira, 31 de julho de 2009

TRANSTORNOS DA LINGUAGEM

textos grandes

Infelizmente, ainda hoje, circulam entre os educadores algumas concepções inadequadas e até mesmo incorretas sobre o assunto, inviabilizando uma atuação mais eficiente e de melhor qualidade no trabalho de desenvolvimento da linguagem da criança.
Acredito ser um passo importante começar por entender o que são transtornos de linguagem para depois poder planejar a ação preventiva e terapêutica das dificuldades das crianças.
Transtornos de linguagem são alterações de linguagem causadas por problemas emocionais ou sociais, défict cognitivo, deficiências auditivas, atrasos de desenvolvimento, problemas nos sistemas neurológico ou motor, alterações psicológicas que produzem desvios nos padrões normais da linguagem.
Alguns podem ser tratados por meio de ações estratégicas específicas em sala de aula. Outros requerem o acompanhamento de um tratamento especializado. Contudo, todos podem e devem ser tratados e aqueles que não têm cura podem ser amenizados, minimizando os efeitos no desenvolvimento da criança e em sua vida futura.

O importante é se concientizar que é na escola que a maioria deles são detectados, o que aumenta em muito a responsabilidade do professor em termos de construir o seu conhecimento e atuar de forma a prevenir e identificar essas dificuldades das crianças.
Para informações mais detalhadas acesse os sites abaixo:
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=47&art=270
http://www.psicopedagogia.com.br/atuacao/disturbios/alguns.shtml
http://sites.google.com/site/marciocandiani/transtornos-da-linguagem


terça-feira, 28 de julho de 2009

DIFICULDADES NA LINGUAGEM

gifs e imagens

Tendo em vista que os problemas de linguagem afetam o desenvolvimento integral da criança, é de suma importância o trabalho do professor na prevenção, bem como na identificação e encaminhamento dos problemas, que já estiverem fora do âmbito da escola para serem tratados.

O conhecimento das causas e dos tipos de transtornos na linguagem faz parte do rol de informações que os professores precisam dominar.

Outro cuidado que o professor precisa ter é com a preparação do ambiente educativo, durante a fase do processo de desenvolvimento da linguagem. Conhecer como este processo se dá e criar situações com os estímulos adequados, é oferecer à criança oportunidade de desenvolver a linguagem em sua integralidade e, consequentemente, ampliar a sua capacidade comunicativa.

Seguem alguns sites para mais informações:
http://www.nce.ufrj.br/GINAPE/publicacoes/trabalhos/RenatoMaterial/aquisicao.htm
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/a-aquisicao-da-linguagem-um-processo-continuo-no-desenvolvimento-da-lingua-materna-663749.html
http://www.centrorefeducacional.com.br/vydesmen.htm
http://www.partes.com.br/educacao/ateoriainatista.asp


scraps montagens

sábado, 25 de julho de 2009

FORMAÇÃO SEMPRE

Hoje, iniciei um curso sobre difculdades na linguagem oral e escrita com a Profª Neide Esperidião e desde o primeiro momento da aula percebi que iria obter muitas infomações importantes sobre o tema.
Extremamente competente, a professora dividiu o curso em dois módulos: teoria e prática. A aula de hoje foi só de teoria e a do próximo sábado será de exercícios práticos que ela chamou de "possibilidades de intervenções terapêuticas aplicadas em sala de aula".
É diante de um curso como este que percebemos o quanto é importante que o educador mantenha o interesse em continuar a sua formação e não se contente só com o que estudou em seu curso de graduação. Eu vejo isso por mim mesma.
Muitas das informações básicas sobre dificuldades de linguagem eu já conhecia do meu curso de graduação em Letras. Contudo, diante de uma fonoaudióloga especializada no assunto, percebi os erros que, inconscientemente, cometi quando em sala de aula.
Por isso é de suma importância o educador se colocar como eterno aprendiz em um processo de formação continuada, sempre em busca de qualidade no trabalho realizado com as crianças.
Acreditar que o nosso conhecimento presente é suficiente, é trabalhar na ilusão e no comodismo. E o resultado do nosso trabalho, com certeza, deixará muito a desejar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

DISCIPLINA OU LIMITE?



Qual é o melhor termo, quando se pensa em educação infantil?
Trabalhar a disciplina ou o limite? Qual representa melhor o trabalho com as crianças na pré-escola?
Será apenas uma questão de significado de palavra? Ou existe uma diferença mais significativa na ação entre trabalhar disciplina ou limite?
Como educadores, conseguimos perceber esta diferença?
Os textos abaixo podem trazer uma luz a estas perguntas. Se não trazem respostas prontas, podem, pelo menos, indicar um ponto de partida para a discussão do assunto.
Boa leitura.

http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3818
http://www.monografias.brasilescola.com/pedagogia/a-disciplina-na-educacao-infantil.htm
http://www.faminas.edu.br/enicv/arquivos/trabalhos_anteriores/enic1/csa/CSA055_enic1.pdf





segunda-feira, 20 de julho de 2009

QUALIDADE E DIVERSIDADE

Encontrei um artigo interessante sobre este tema enquanto navegava pela Internet.
Ao ler o título, não entendi, no primeiro momento, a relação entre "qualidade" e "diversidade", mas após a leitura do texto, percebi o quanto é relevante. Vale a pena se deter nesta leitura. http://inforum.insite.com.br/arquivos/5751/qualidade_na_diversidade_-_editado_15.04.doc

carinho em mensagens


sexta-feira, 17 de julho de 2009

LEGISLAÇÃO SOBRE INCLUSÃO



Numa passada rápida pelo site da Revista Nova Escola encontrei referências de leis sobre Educação para crianças com necessidades educacionais especiais.
Quem trabalha com educação precisa conhecer.
Aqui vai a lista para pesquisa.

1. Constituição de 1988 (consultar o artigo 208)
2. Lei 7.853, de 1989, dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social
3. Estatuto da Criança e do adolescente, de 1990
4. Íntegra da Declaração de Salamanca, de 10 de junho de 1994, sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educacionais especiais
5. Capítulo da LDB, de 1996, sobre a Educação Especial
6. Decreto nº. 3.298, de 1999, regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência
7. A lei 10.172, de 2001, aprova o Plano Nacional de Educação que estabelece vinte e oito objetivos e metas para a educação das pessoas com necessidades educacionais especiais
8. Resolução número 2, de 11 de setembro de 2001 que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica
9. Íntegra do Decreto no. 3.956, de outubro de 2001, que promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência (Convenção da Guatemala)
10. Resolução do Conselho Nacional de Educação nº1/2002, define que as universidades devem prever em sua organização curricular formação dos professores voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais
11. A lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão
12. Decreto No. 5.626/05 – Dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras
13. Decreto número 6.571, de 17 de setembro de 2008, que dispõe sobre o atendimento educacional especializado
14. A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva


terça-feira, 14 de julho de 2009

PROBLEMA X EXERCÍCIO



Quando me colocaram esta questão me dei conta de que não havia pensado muito neste assunto.

Qual a diferença entre problema e exercício?

O termo "problema", em educação, parece estar mais relacionado à área da Matemática e o termo "exercício" com as demais áreas.

Contudo se pensarmos no significado mais abrangente da palavra "problema" chegamos à idéia de "dificuldade, algo que não sabemos como resolver, mas que precisamos encontrar uma solução". Se continuarmos nesta linha de pensamento, podemos afirmar que alguns exercícios, dependendo da forma em que são apresentados, podem ser também um problema.

"Exercício" se relaciona com "exercitar". Ora, só podemos exercitar aquilo que sabemos, portanto podemos concluir que o exercício está mais ligado à idéia de fixação de algo que aprendemos. Tanto exercitamos que aprimoramos o nosso fazer.

Assim, é importante analisarmos a função de cada um destes instrumentos da ação educativa, para escolhermos o melhor momento de usá-los e obtermos melhores resultados no trabalho pedagógico com nossas crianças.

Na relação ensino-aprendizagem é dever do professor propor problemas que representem desafios a serem vencidos pelas crianças, assim como é seu dever mediar esta busca das crianças pelas soluções, intervindo de forma a desenvolver a capacidade do raciocínio lógico, bem como incentivando o gosto pela busca como forma de aprendizagem. Também é seu dever propiciar oportunidades para as crianças exercitarem as habilidades desenvolvidas no processo de aprendizagem.

A escolha entre estes dois instrumentos de aprendizagem dependerá do objetivo a ser atingido.

No livro "A solução de problemas - aprender a resolver, resolver para aprender" de Juan Ignácio Pozo (organizador), encontramos idéias muito interessantes sobre o assunto que valem a pena ser analisados. Eu recomendo.



sábado, 11 de julho de 2009

A HABILIDADE DE SENTIR



Estivemos falando sobre a necessidade do professor planejar atividades que levem a criança a pensar. Contudo não podemos esquecer que também é necessário a criança aprender a sentir.
O trabalho do professor, ao planejar as atividades a serem desenvolvidas pela criança, pode representar uma porta de entrada para o mundo da arte, transformando o olhar da criança, criando possibilidades de expressão artística e cultural, desenvolvendo sua sensibilidade e criatividade.
Trabalhar o mesmo material com diferentes linguagens é um bom caminho. Começar pela música é sempre boa idéia. Material é o que não falta. É só pesquisar.
Só para ter uma idéia... AQUARELA (Toquinho)

A PALAVRA:
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo,
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
e se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva.

Se um pinguinho de tinta, cair num pedacinho azul do papel,
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul,
vou com ela viajando no Havaí, Pequim ou Istambul.

Pinto um barco à vela branco, navegando,
aponta o céu e o mar num beijo azul;
entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa grená,
tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno indo,
e se a gente quiser, ele vai pousar...
Numa folha qualquer, eu desenho um navio de partida,
com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra eu consigo passar num segundo,
giro um simples compasso e com um círculo eu faço o mundo.

Um menino caminha e caminhando chega num muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro, é uma astronave que tentamos pilotar,
não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar,
sem pedir licença muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá;
o fim dela ninguém sabe, nem ao certo, onde vai dar...
Vamos todos numa linda passarela de uma Aquarela
que um dia, enfim, descolorirá...

É só soltar a imaginação e começar a planejar. Muito pode ser feito. Apenas uma idéia...

http://www.smec.salvador.ba.gov.br/net/esc_engvelhofederacao/aquarela.htm



quarta-feira, 8 de julho de 2009

PROFESSOR MEDIADOR

Já há algum tempo este termo vem definindo o papel do professor no processo de aprendizagem das crianças.

Encontrei a seguinte definição de mediador no site:

http://caesp.locaweb.com.br/modules.php?name=Conteudo&pa=showpage&pid=4

"O MEDIADOR é um terceiro imparcial que, por meio de uma série de procedimentos próprios, auxilia as partes a identificar os seus conflitos e interesses, e a construir, em conjunto, alternativas de solução, visando o consenso e a realização do acordo. O Mediador deve proceder, no desempenho de suas funções, preservando os princípios éticos."

Em educação mediador é um termo que detem mais significado do que a própria palavra representa.

Quando se fundamenta o trabalho escolar na idéia do desenvolvimento do conhecimento científico, falar em professor mediador é imprescindível para que, no processo de aprendizagem, a informação se transforme em conhecimento.

Hoje em dia, não se pode negar que a informação está disponível de forma acessível e rápida para a maioria das pessoas, incluindo as crianças. Tv, jornal, internet são meios que propiciam o contato imediato com a informação.

Mas de que adianta ter a informação se não sabemos relacioná-la com a vida, ou seja, se não conseguimos entender as relações sociais, econômicas, ambientais contidas no significado mais profundo da informação e percebermos qual vai ser o impacto disso em nossas vidas.

Nossas crianças estão sendo bombardeadas diariamente com imagens, sons, palavras que surgem numa velocidade incrível, e com a mesma velocidade em que aparecem, elas desaparecem.

Precisamos ensinar nossas crianças a pensar para que elas possam ser autônomas e discernir sobre os fatos. E não se pode ser autônomo se não se tem conhecimento científico.

A mediação do professor é de natureza intencional. Planejar as atividades de aprendizagem, selecionando estratégias que estimulem o pensar, explorando informações e estalecendo relações com a vida da criança é o compromisso ético do professor que entende o seu papel no desenvolvimento educacional das crianças.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

CONHECIMENTO+CIENTÍFICO

Sempre que entramos em contato com uma teoria que seja nova, na sua integralidade ou parcialmente, para nós, o nosso olhar muda e o cotidiano passa a ser observado e analisado de uma forma diferenciada a que estávamos acostumados.

Quando ouvi a expressão "conhecimento científico" comecei a pensar nos significados dessas duas palavras separadamente, o que eu entendia por "conhecimento" e o que eu entendia por "científico", para conduzir a análise deste conceito.

Lembro dos meus anos inciais na escola quando se falava em "científico" só nas aulas de ciências. Ciências era observação, experimentação, comprovação. Um fato era "científico" quando podia ser provado através das experiências propostas.

Naquela época eu não me preocupava com o que este processo representava. Depois de muito estudar o processo de aprendizagem, retomando a idéia de científico, comecei a atentar para todo o processo que permeia o pensar científico, das etapas a serem vencidas até chegar a uma conclusão: observar, formular hipóteses, testar estas hipóteses através dos experimentos, chegar a conclusões que podem nos remeter a novos problemas e iniciar todo o processo novamente.

Agora, "conhecimento".

Este é um conceito que apresentou muitas mudanças nesses últimos anos. Na minha época de escola, não se falava em "construção de conhecimento". O conhecimento era adquirido (e não construído) através das informações passadas na escola. Adquirir e construir tem grande diferença. Informação e conhecimento, também.

Como construir o conhecimento sem pensar? E como deve ser este pensar para resultar em conhecimento?

Unindo os dois conceitos "conhecimento+científico".

As crianças tem que aprender a pensar. As atividades propostas pela escola tem que estimular este "pensar científico", pois só assim o conhecimento interno será construído e, portanto, todo o trabalho realizado na escola tem que ser planejado para este propósito.

Para mais pesquisas do assunto:

http://br.geocities.com/perseuscm/espiritocientifico.html

http://www.webartigos.com/articles/5983/1/o-que-e-conhecimento-cientifico/pagina1.html



sábado, 4 de julho de 2009

ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA

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Participei hoje de um seminário ministrado pela Maria Silvia Guimarães Ginde, cujo tema central era a alfabetização científica com enfoque na formação do professor.
Super interessante, trouxe à tona questões que valem a pena comentar e divulgar.
A primeira delas é o próprio conceito de ciência como conhecimento e de que forma o trabalho da escola deve ser eleborado com base nessa premissa.
Partindo do princípio de que na escola se trabalha com o conhecimento científico, passa-se pela importância da aplicação do método científico, objetivando o desenvolvimento do pensamento científico em nossas crianças.
Talvez, inicialmente, se possa intuir que este é um tema que esteja relacionado mais com a educação de crianças mais velhas do que com a educação das crianças de Pré Escola.
Contudo, após refletir com mais cuidado e atenção, é fácil perceber que é na Educação Infantil que se encontra o alicerce de todo o processo de desenvolvimento do conhecimento.
É desde o primeiro contato com a escola que o processo de aprendizagem da criança deve ser elaborado para o desenvolvimento do pensar científico, pois é assim que a criança, estimulada a pensar e vencer desafios, poderá se habituar a resolver problemas como forma de aprender.
Afinal de contas vivemos numa época em que a criança, desde os seus primeiros anos de vida, está em contato com a informação e precisa aprender a transformar esta informação em conhecimento.
Reproduzindo o pensamento da Maria S.G.Ginde:

"Numa sociedade em que se convive com a valorização do conhecimento científico e com a crescente intervenção da tecnologia no dia-a-dia, não é possível pensar na formação de um cidadão crítico, à margem do saber científico."

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

VOLTANDO AOS CONTOS DE FADAS...



Continuando minhas pesquisas sobre o assunto encontrei, na resenha do livro "Psicanálise dos Contos de Fadas" de Bruno Bettelheim, escrita por Adriana Castro Santos, um facilitador que propiciou maior entendimento do tema.
Reproduzo, aqui, parte de tal resenha, colocando como referência o site e o livro para quem quiser aprofundar-se no assunto:

http://www.webartigos.com/articles/9969/1/resenha-da-psicanalise-dos-contos-de-fadas-de-bruno-bettlheim/pagina1.html
BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Ed Paz e Terra S/A. São Paulo. 2007. p 41-275.

"Psicanálise dos Contos de Fadas para os Infantis

Na obra do autor Bruno Bettlheim, 'A psicanálise dos contos de fadas' ele relata e explica, através dos contos de fadas, o impacto psicológico de situações em acontecimentos envoltos à criança, dando respostas a comportamentos e mostrando a visão infantil a cerca de determinados assuntos. Com essas relações ela tenta passar para a criança ensinamentos para as resoluções de problemas, seu desenvolvimento com inclusão da realidade que os rodeia, pois, ele transmite para o leitor que além de entreter a criança, os contos possuem princípios de importante relevância para o público infantil.
Através de um conto que aparentemente está cercado de imaginação, ou de uma história que não é real, onde predomina o maravilhoso, pode estar de modo disfarçados os sentimentos que cercam o interior da criança, como o sentimento de raiva ao ser abandonado pelos pais ou na possibilidade de vencê-los em esperteza, passando para a criança mensagens importantes para sua vida, como nunca desistir perante os obstáculos por mais que no início pareçam difíceis. Com relação aos personagens nos contos de fadas e também nas fábulas é perceptível características peculiares às crianças com imaturidade e a maturidade destes mostrando a capacidade de controle das emoções ou ser racional...

...Há histórias nos contos de fadas que aparentemente são bobas e sem importância como no conto dos "Os Três Porquinhos" que mostra as vantagens e a evolução da maturidade através dos três irmãos e suas construções; O caçula da prioridade a uma casa de palha dando importância principal a brincadeira, e não a estrutura e a segurança da casa, o porquinho do meio tem uma maturidade um pouco maior a do irmão menor, porém, ainda não possui um amadurecimento maior a do irmão construindo uma casa de madeira e também dando prioridade as brincadeiras, diferente dos irmãos o mais velho tem um amadurecimento adequado, tendo uma noção maior da realidade dos perigos que podem ocorrer, econstrói uma casa de tijolos pensando na segurançae nos perigos existentes e prevendo a invasão do Lobomau, que se quer fora narrado no início da história...

...Os contos de fadas em algumas histórias possui vários significados mostrando os conflitos internos aos protagonistas assim como aos leitores que podem se destruírem por acontecimentos que não são superados podendo como conseqüência causar danos destrutivos a essas pessoas, como no conto das Mil e uma noites, onde o rei Xazenã ao ser traído por sua esposa não mais confia em ninguém casando-se e matando suas esposas até se casar com Xerazade que estimula seus desejos internos para se salvar da morte...

... Todas as histórias possuem suas características na fantasia como a visão do herói que sempre se da bem no final e o castigo que ocorre com os maus. Elas mostram os impulsos reais e como é difícil aceitar a imaginação que cerca os contos, e também destacam a realidade como no conto de João e Maria que no início da história mostra as dificuldades dos pais deles para criá-los, fato que esta visível aos olhos da humanidade que muitas vezes os tornam amargurados e modificam sua personalidade.
No conto da Chapeuzinho Vermelho esta relatada a inocência da pequena menina ao visitar a sua avó pelo bosque e o Lobo com sua personalidade frustrada a mal estruturada que acaba engolindo a menina que para alegria da crianças é retirada da barriga do Lobo, ensinando a criança a obedecer seus pais e a serem cuidadosas não seguindo por caminhos que podem ser perigosos...

...Contudo dá para notar a importância dos contos de fadas para a demonstração dos sentimentos infantis para encontrarem e formarem suas identidades seu desenvolvimento ao que se refere à maturidade, suas preocupações internas, enfim, sua percepção do mundo e o crescimento da sua personalidade."