No dia de ontem, pude participar de uma palestra sobre a administração dos diferentes ritmos de aprendizagem na escola e pude perceber a necessidade de mudança na ótica educacional da maioria dos educadores, em relação a alguns conceitos, como:
- expectativa de uniformidade;
- entendimento de que a aprendizagem é um resultado natural do ensino;
- política da culpabilização;
- desconsiderar as dimensões sociocultural e afetiva da aprendizagem.
"...importa dizer que a administração dos ritmos na escola passa necessariamente pela revisão de posturas e concepções. Quando a aprendizagem é compreendida como construção pessoal que se processa de modo singular a partir de saberres prévios, valores sociais, experiências vividas pelo aluno, configurações socioculturais específicas do seu contexto de vida, modos de se inserir na sociedade e na escola, expectativas familiares, interesses e motivações pessoais, processos cognitivos, oportunidades de reflexão e de negociação de sentidos com base nas diversas estratégias de antecipação e construção de hipóteses, o professor não só tem mais condições de lidar com a diversidade de seus alunos, como também de acompanhá-los em seus respectivos processos, respeitando suas possibilidades e ritmos na construção do saber."
Este é um assunto que merece muita atenção de todos os educadores e as concepções aqui destacadas podem servir de parâmetros para um estudo mais aprofundado. Vale a pena se dedicar a isso. Não tenho dúvida que os resultados na prática podem ser positivos tanto para a escola como para as crianças.


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